Reflexões de Meio da Semana 13, 04/03/2026

 Logística urbana planeada


O Cinturão Verde continua a ser o recurso de propriedade comum mais crítico no planeamento de cidades inteligentes.

Por Malini Shankar


Ao planear Cidades Inteligentes, precisamos de ter em conta o crescimento futuro e a gestão otimizada dos recursos para satisfazer as necessidades atuais da população da forma mais eficaz possível. O planeamento é, sem dúvida, fundamental para a gestão sustentável dos recursos.

A Política de Uso do Solo é o ponto de partida, pois ajuda a alocar a terra como recurso. Neste sentido, as orientações políticas são de importância crucial. Cinturão Verde, Recursos de Propriedade Comum, Ativos e Recursos Comunitários, Transportes Públicos, Infraestruturas de Esgotos e Saneamento, Gestão da Cadeia de Abastecimento, Logística Urbana e Rural, Infraestruturas adaptadas às Alterações Climáticas: cada um destes aspetos deve ser priorizado.

Por exemplo, precisamos de faixas exclusivas para autocarros, ambulâncias, logística da cadeia de abastecimento e motociclos. Espaços/áreas designadas separadamente para bairros residenciais. Além disso, devem ser criadas faixas claramente demarcadas para escolas, faculdades, instituições de ensino e investigação. Outra faixa (como uma faixa circular numa base de pizza para fins de planeamento) apenas para infraestruturas de saúde – saúde pública e mental, cuidados veterinários e assim por diante… todas ligadas às faixas de ambulâncias. Diferentes faixas para diferentes tipos de veículos serão abordadas num próximo post do blog. O centro comercial e o pólo de negócios devem incluir mercados agrícolas, bem como produtos rurais e artesanato.

As áreas com monumentos e pontos turísticos devem atender à economia do turismo: infraestruturas adequadas aos turistas, como hotéis, restaurantes, lojas de souvenirs, guias digitais multilingues e guias humanos multilingues, rigorosos padrões de higiene nas casas de banho públicas, centros de saúde/primeiros socorros, lugares de estacionamento, casas de câmbio, acesso para cadeiras de rodas, etc.

É necessário planear múltiplos modos de transporte público (pelo menos uma dúzia de opções diferentes) para a população local e para o fluxo turístico. Os polos digitais para suportar as redes neuronais e, consequentemente, toda a economia – desde a telefonia e análise de dados até às infraestruturas de software e hardware – devem estar minimamente integrados para uma utilização universal!

Cada modo de transporte público necessita de uma faixa exclusiva na estrada/linha férrea. E, claro, não nos podemos esquecer de planear um polo de táxis aéreos/tráfego de jetpacks em cada bairro residencial. Isto sim é planeamento para o futuro!

O sector industrial deve ser cuidadosamente planeado para não prejudicar qualquer outro sector da economia/Smart City.

O centro de fornecimento de energia não só deve ser adaptado às alterações climáticas, como também deve focar-se no planeamento da procura e da oferta futuras. O mesmo se aplica ao abastecimento de água e à saúde.

As áreas residenciais devem ser construídas, na medida do possível, sem cimento, utilizando recursos naturais disponíveis localmente, para que as emissões sejam contidas, eliminando em grande parte a necessidade de ar condicionado e ventoinhas. Um bom planeamento pode criar um cinturão verde mesmo em terrenos privados; basta consciencialização e disposição. O planeamento arquitetónico minimalista também é adaptado às alterações climáticas. A utilização de água da chuva recolhida e de águas cinzentas recicladas/tratadas deve ser incentivada para usos não primários da água.

Os abrigos multiusos para catástrofes devem ser construídos em conformidade com o código de construção à prova de catástrofes e devem ser acessíveis a pessoas com deficiência, frágeis e doentes. Considerando que as alterações climáticas irão agravar os desastres hidrometeorológicos, como expliquei no meu blogue da semana passada, estes abrigos multifuncionais para catástrofes precisam de acolher pessoas de todos os segmentos da sociedade – desde agricultores a magnatas dos negócios internacionais, e talvez até famílias de políticos. Também precisamos de reservar espaço para animais de estimação e gado órfãos ou deslocados durante eventos climáticos extremos induzidos pelas alterações climáticas.

É o planeamento e a implementação eficaz que tornam o desenvolvimento sustentável uma realidade. A conveniência política precisa de ser tratada com o desprezo que merece.

Links para leitura e compreensão adicionais:

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